O Tesouro Nacional lançou o TD Garantia com a promessa de facilitar contratos de aluguel, reduzir custos de empréstimos e aumentar a segurança das garantias. Quase um ano após o lançamento, surge a pergunta: o TD Garantia realmente decolou e vale a pena para o investidor?
A modalidade permite usar títulos públicos como garantia em operações financeiras, evitando o tradicional caução ou seguro fiança. A Warren, primeira parceira do Tesouro no projeto, relata uma adesão “muito boa” e já movimenta milhões em garantias através do GarantiaInvest, que facilita o uso em aluguéis na plataforma Loft.
Felipe Bossolani, CPTO da Warren, destaca que a procura por soluções eficientes e transparentes para locação de imóveis é evidente. “Esses números reforçam que há uma demanda real por soluções mais eficientes e transparentes quando o assunto é garantia para locação de imóveis”, afirma Bossolani. A corretora espera um crescimento ainda mais acelerado nos próximos meses.
Gabriel Lago, planejador financeiro da The Hill Capital, observa que a novidade atrai investidores sofisticados, que veem na modalidade uma forma de dar liquidez aos títulos sem precisar vendê-los. “Muitos investidores enxergam como uma forma de dar liquidez ao título sem precisar vendê-lo, algo que pode ganhar tração à medida que mais instituições passem a adotar a funcionalidade”, aponta Lago.
Atualmente, a Warren é a única instituição que permite o uso automático do TD Garantia. Fora da plataforma, é preciso negociar diretamente com os credores, que precisam estar integrados ao sistema do Tesouro e da B3. Jeff Patzlaff, planejador financeiro, explica que o sistema permite diferentes tipos de gravame sobre o título, dependendo do acordo entre as partes.
Mas, afinal, usar o TD Garantia vale a pena? Carlos Eduardo Oliveira, conselheiro do Corecon/SP, acredita que sim, pois otimiza o uso dos investimentos, mantendo a rentabilidade e facilitando o acesso a crédito ou aluguel. No entanto, ele ressalta a importância de o investidor entender bem o funcionamento do programa.
Entre as vantagens, destacam-se a redução de custos e a desburocratização. O locatário pode manter o dinheiro rendendo enquanto ele serve de garantia, e a segurança é reforçada pelo registro dos títulos em sistema integrado à B3. A principal desvantagem, contudo, é a falta de liquidez, já que o título fica bloqueado para resgates.
Além disso, a aceitação do TD Garantia ainda é limitada, o que dificulta seu uso. Patzlaff recomenda manter parte do portfólio livre, para ter margem de manobra em caso de imprevistos. Por fim, Lago alerta que o TD Garantia não deve ser visto como reserva de emergência, mas sim como “uma ferramenta de alavancagem, que precisa ser usada de forma consciente e estratégica”.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






