O mercado financeiro brasileiro sentiu o impacto de turbulências externas e internas nesta terça-feira (21/10). O dólar fechou em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,39, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,29%, atingindo 144.085 pontos. A instabilidade reflete, em grande medida, a volatilidade gerada pelas declarações de Donald Trump em relação à China e as preocupações com o cenário fiscal brasileiro.
A incerteza em torno da guerra comercial sino-americana foi exacerbada pelas declarações contraditórias de Trump. O ex-presidente americano inicialmente mencionou a possibilidade de um encontro com o presidente chinês Xi Jinping, para logo depois colocar essa reunião em dúvida. Essa postura instável contribuiu para o nervosismo dos investidores, que buscam previsibilidade em um ambiente econômico já desafiador.
No front doméstico, a questão fiscal continua a ser um ponto de atenção. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que a Casa Civil apresentará ao Congresso dois projetos para compensar a medida provisória alternativa à alta do IOF, intensificando o debate sobre o equilíbrio das contas públicas.
A influência externa não se limitou a Trump. Globalmente, o dólar se valorizou, com o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a outras divisas importantes, registrando alta de 0,31%. Esse movimento demonstra uma busca por segurança por parte dos investidores em meio a um cenário global ainda incerto.
“Os mercados operaram sem direção única durante boa parte da sessão”, avaliou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, ressaltando a agenda econômica esvaziada do dia. Ele complementa que a atenção se volta agora para indicadores relevantes nos Estados Unidos, com destaque para o Índice de Preço ao Consumidor (CPI) na sexta-feira, que pode influenciar a política monetária do Federal Reserve.
Fonte: http://www.metropoles.com






