O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desembarcou em Washington nesta segunda-feira para um encontro crucial com o ex-presidente Donald Trump. O objetivo central da reunião é a busca por uma solução para o prolongado conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, um tema de crescente preocupação internacional.
A visita de Netanyahu ocorre em um momento delicado, marcado por sinais contraditórios. Por um lado, a secretária de imprensa do governo americano, Karoline Leavitt, havia indicado que um acordo de paz estaria “muito próximo”. Por outro, o isolamento internacional de Israel se intensifica, juntamente com a pressão interna por um cessar-fogo.
Trump, ao receber Netanyahu, expressou otimismo cauteloso sobre a possibilidade de um acordo iminente. Questionado por jornalistas sobre sua confiança em um avanço, o ex-presidente respondeu afirmativamente com um simples, porém significativo, “Eu estou”. Netanyahu, no entanto, manteve-se em silêncio diante da declaração.
O plano de paz em discussão, com 21 pontos, foi previamente apresentado por Trump a líderes árabes e muçulmanos durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A proposta busca um caminho para o fim das hostilidades e uma estabilização da região, embora detalhes específicos permaneçam sob sigilo.
A reunião ocorre em meio a um cenário complexo. Nos últimos dias, vários países reconheceram formalmente o Estado da Palestina, aumentando a pressão sobre Israel. Internamente, milhares de israelenses têm protestado, exigindo um cessar-fogo imediato e instando Trump a usar sua influência para alcançar a paz. O desafio de reconciliar as diferentes perspectivas e construir um futuro estável para Gaza permanece considerável.
Fonte: http://www.metropoles.com






