Em resposta a crescentes preocupações com a segurança de seu espaço aéreo, países do leste da União Europeia (UE) uniram forças para criar um sistema de defesa robusto. A iniciativa, apelidada de “muro antidrones”, visa proteger o bloco contra possíveis violações, em meio a suspeitas de incursões por drones não identificados. A decisão foi formalizada durante um encontro entre ministros da Defesa de dez nações da região, sinalizando uma ação coordenada para fortalecer a segurança das fronteiras orientais da UE.
O gatilho para essa ação decisiva foram os recentes incidentes envolvendo drones sobrevoando áreas sensíveis na Polônia, Romênia e Dinamarca. Embora a origem exata desses drones permaneça sob investigação, a UE expressou suspeitas de envolvimento russo, alegação veementemente negada por Moscou. “A Rússia está testando a UE e a Otan, e nossa resposta tem que ser firme, unida e imediata”, enfatizou o comissário europeu para Defesa, Andrius Kubilius, após a reunião.
A proposta de “muro antidrones” engloba a implementação de uma sofisticada estrutura de vigilância ao longo do flanco leste da UE. O sistema integrará defesas terrestres e marítimas, além de radares e sensores acústicos de última geração. A meta principal é detectar, interceptar e neutralizar drones invasores, garantindo a integridade do espaço aéreo europeu. No entanto, o financiamento do projeto representa um desafio significativo.
Kubilius reconheceu a complexidade de equilibrar custos e eficácia, destacando a disparidade entre o valor dos drones e os mísseis utilizados para abatê-los. “Se você usar mísseis de um caça para abater o drone, então estará usando um míssil que custa 1 milhão de euros para derrubar um drone que custa 10 mil euros.” O comissário europeu estima que o sistema antidrone exigirá um investimento de “vários bilhões de euros”.
O projeto, que conta com o apoio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, será tema de debate em uma cúpula da UE em outubro. O ministro ucraniano da Defesa, Denys Shmygal, saudou a iniciativa, afirmando que o “muro antidrones” criará um “ecossistema de defesa fundamentalmente novo na Europa, do qual a Ucrânia está pronta para fazer parte”. Emissários da UE indicam que o foco inicial será o desenvolvimento de uma rede de sensores para detectar possíveis invasões dentro de um ano.
Fonte: http://www.metropoles.com






