Vale Revisa para Baixo Estimativa de Produção de Minério em 2026 em Meio a Mudanças no Mercado

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A Vale, gigante do setor de mineração, anunciou uma revisão em suas projeções de produção de minério de ferro para 2026. A companhia, um dos maiores fornecedores globais da matéria-prima, agora estima produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas, um ajuste em relação à previsão anterior que variava de 340 milhões a 360 milhões de toneladas. A decisão ocorre em um cenário de arrefecimento da demanda global e aumento da oferta, especialmente proveniente de novas fontes no continente africano.

A Vale também informou que a expectativa para este ano é entregar cerca de 335 milhões de toneladas de minério de ferro. O mercado tem acompanhado de perto os preços do minério, que se mantiveram acima de US$ 100 por tonelada desde agosto de 2025. Analistas preveem uma possível queda nesse valor no próximo ano, impulsionada pelo aumento da oferta de grandes mineradoras.

Além da revisão na produção, a Vale anunciou uma projeção de investimentos de capital entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões para 2026, abaixo da estimativa anterior de US$ 6,5 bilhões. Ao longo deste ano, a companhia já havia reduzido suas projeções anuais de investimentos duas vezes, chegando a US$ 5,5 bilhões. Esses ajustes refletem uma postura cautelosa diante das incertezas do mercado global.

Uma parcela significativa dos investimentos da Vale está direcionada à reparação dos danos causados pelos rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho. A empresa prevê aportar US$ 2,6 bilhões no próximo ano em atividades relacionadas a esses desastres, incluindo a descaracterização de estruturas, desembolsos previstos em acordos de reparação e compensação, e outras despesas. A mineradora projeta uma redução gradual desses aportes nos anos seguintes, chegando a US$ 800 milhões em 2030.

Os rompimentos das barragens de Mariana (2015) e Brumadinho (2019) marcaram a história do país como grandes tragédias ambientais e humanas. O desastre de Brumadinho resultou na morte de 272 pessoas, enquanto o rompimento em Mariana causou 19 vítimas fatais e um desastre ambiental sem precedentes na bacia do Rio Doce. A Vale segue buscando formas de reparar os danos e evitar que tragédias como essas se repitam.

Fonte: http://www.metropoles.com