Voo Rio-Paris: Justiça Francesa Reabre Feridas com Novo Julgamento Após 16 Anos da Tragédia

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Mais de uma década após a queda do voo AF447, que ligava o Rio de Janeiro a Paris, a justiça francesa reabre o caso em busca de respostas. O Airbus A330 desintegrou-se no Oceano Atlântico na noite de 31 de maio de 2009, ceifando a vida de todos a bordo. A tragédia, atribuída inicialmente a falhas nos sensores de velocidade (Pitot) e a erros de pilotagem, volta aos tribunais em um novo julgamento.

Em 2023, a Air France e a Airbus foram absolvidas em primeira instância da acusação de homicídio culposo, gerando indignação entre os familiares das vítimas. Apesar do reconhecimento de “falhas” por parte das empresas, os juízes não estabeleceram um nexo causal direto entre essas falhas e a queda do avião. A Procuradoria-Geral francesa recorreu da decisão, motivada pela busca de justiça e responsabilização.

A nova análise judicial coloca em foco as acusações de negligência contra as empresas. A Airbus é acusada de não substituir os sensores defeituosos e de falhar em alertar a Air France sobre os riscos. Já a companhia aérea é responsabilizada pela suposta falta de treinamento adequado de seus pilotos para lidar com falhas nos sensores. Ambas as empresas negam as acusações e se defendem no tribunal.

“Se esses elementos não forem considerados, não haverá mais noção de responsabilidade penal em acidentes aéreos complexos”, declarou Claire Hocquet, advogada e viúva de um dos pilotos, ao jornal Libération. Das centenas de famílias que entraram com o processo, mais da metade participa ativamente deste novo julgamento, buscando um desfecho para a dor que perdura há anos.

O julgamento, com previsão de término em 27 de novembro, reacende a esperança de familiares por justiça. “Estou exausta após 16 anos de processo, mas também satisfeita com o início de um segundo julgamento”, expressou Ophélie Toulliou, que perdeu o irmão no acidente. A expectativa é que a corte francesa esclareça as responsabilidades e traga algum conforto aos que perderam seus entes queridos na tragédia do voo Rio-Paris.

Fonte: http://www.metropoles.com